sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Sobre a impermanência das coisas e das pessoas

Essa semana fui ao aeroporto levar o meu namorado para embarcar pro intercâmbio dele. Desde então, entrei num vórtice do tempo maluco que só me faz girar em volta do mesmo lugar, sem propósito algum. Ele embarcou rumo a um intercâmbio de 6 meses, assim como eu 3 anos atrás, bem no início deste blog.

Pra piorar, ele foi para o mesmo país, a mesma cidade e a mesma faculdade que eu. 

Olha, eu sinceramente só consigo achar tudo isso MUITO louco. Eu olho as fotos dele naquelas paisagens que convivi durante 6 meses de 2015, e fico embasbacada no que a vida nos faz, nas voltas que a mesma dá, e claro, na impermanência das coisas. Isso porque, a alguns anos, era eu ali, num continente diferente, vendo coisas, lugares e pessoas novas, me abrindo a novas possibilidades... Era eu uma jovem universitária realizando um grande sonho, desbravando o mundo.

Mas hoje, em 2018, cá estou eu, no Brasil em meu quarto, usando uma camiseta rosa dos Power Rangers, já formada inclusive, e vendo o meu namorado iniciar essa trajetória que tanto percorri, e que tanto foi mágica. Ontem, eu ocupava seu lugar, e hoje eu estou aqui, em um lugar totalmente novo, em uma posição completamente diferente.

Uma semana atrás ele tava aqui comigo, e hoje já tá lá em Coimbra. 

Ainda que a mente, o coração, a alma não consiga processar a separação física, a distância... A mente borbulha de lembranças daquela época, que contraditoriamente parece ter sido ontem em um minuto, e no século passado no outro.

Mas a grande mensagem que vem é: Nada é permanente nessa vida.
Agora, se nada é permanente, e se temos consciência deste fato, porque custamos a internalizar isso? Por que alguns sofrem com a distância? Por que nos surpreendemos com os fatos, e com as voltas que a vida dá?

A resposta é bem simples, se pararmos para pensar; Pois visto que o livre-arbítrio está presente na nossa existência, precisamos abrir nossas asas e voar livres nas viagens da vida, tendo a consciência de que as pessoas também são livres, que amar é deixar o outro seguir, e que nada é permanente nesta vida.

Sejamos como os pássaros, e alcemos novos vôos.


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