quinta-feira, 5 de maio de 2016

#DicadeAmiga: Por que eu não recomendo mais a Travel Ace Assistance?

Bem no início de toda essa aventura chamada Blogar, eu escrevi algumas postagens sobre tudo o que eu estava fazendo daqui do Brasil antes de embarcar para o meu intercâmbio em Portugal. Pois bem, foi lá em 2014 - mais precisamente no dia 15 de Dezembro - que eu fiz uma postagem sobre o seguro de viagem da TRAVEL ACE ASSISTANCE.

Essa postagem (que você encontra AQUI) foi bastante popular aqui no blog, tendo 190 acessos desde a sua criação, mas eu já publiquei uma nota nela que direciona para esta postagem aqui. 
Indo direto ao assunto, eu e minha irmã quando fomos viajar para Portugal começamos a procurar algumas opções de seguro. Perguntei a algumas pessoas que eu conhecia e já tinha ido ao exterior sobre os seguros que elas haviam feito. Perguntei inclusive em grupos no facebook, e acabei recebendo a indicação deste.

Minha agente de vigem inclusive me falou muito bem da Travel Ace, e por isso resolvemos fechar com eles. Quando fizemos o orçamento, o preço também era bastante justo. Melhor impossível.
Para nós, o que precisávamos era de um seguro que nos prestasse a assistência necessária em caso de emergência (o seguro cobria até 30 mil euros em caso de assistência), principalmente para mim, uma asmática desde os 9 meses de idade. Este seguro era bastante conveniente, e fazê-lo foi super tranquilo.



Nós viajamos em 2015, felizes da vida, com tudo certo e muitas expectativas.


O que a gente não imaginava era que, durante nossa viagem, em março, minha irmã precisaria de um atendimento de emergência em Portugal. Ela havia sofrido uma convulsão sem nenhum motivo aparente (não havia consumido bebida alcoólica, nem feito uso de substâncias que pudessem ter causado a convulsão). Corremos para o hospital, ela foi tratada e medicada lá mesmo. Acionamos o seguro, e tudo correu bem. Só precisamos enviar para eles a cópia do relatório médico que recebemos, e no mais, o seguro fez toda a cobertura de emergência. 

Vivi precisou fazer umas consultas após a emergência, pois os médicos tinham a suspeita de que fosse um quadro de epilepsia. Mesmo após a consulta, ela não teve diagnóstico, e só teve que tomar um remédio para assegurar que estivesse bem até retornar ao Brasil e fazer os exames por aqui. Como consultas não estavam no contrato do seguro, pagamos nós mesmas e tudo deu certo. Todos os problemas estavam resolvidos.



Durante nosso mochilão, estávamos na Itália em um ônibus a caminho de Roma, e em uma parada em Florença, Vivi teve outra convulsão. Entrei em desespero, pois estávamos sozinhas em um país com uma língua que eu não conhecia!! 
O pessoal do ônibus foi muito solícito, ajudaram a prestar o socorro, e me ajudaram mesmo eu falando o meu inglês piegas. Fomos para o hospital Santa Maria Nuova, e lá Vivi foi atendida. Eu estava desesperada, e não consegui entrar em contato com a minha família, amigos, nem tão pouco o seguro. Estávamos ilhadas pois o meu celular tinha um SIM card da Vodafone de Portugal, que só me permitia ter cobertura em solo português.

Vivi precisou ficar internada em observação no hospital, e eu acabei ficando com ela por lá, e sem comunicação. Por sorte, a companheira de quarto de Vivi, que era uma italiana muito simpática da Sicília, estava recebendo a visita de uma amiga, e quando pedimos ajuda ela prontamente nos emprestou o celular dela com internet para acessarmos o Facebook e poder falar com nossa família.

Não preciso dizer que quando meus pais receberam esta notícia via Facebook ficaram loucos... Até a Embaixada do Brasil na Itália já sabia que estávamos naquele hospital (kkk). Pois foram os nossos pais que acionaram a seguradora daqui do Brasil, e fizeram toda a comunicação inicial. Só no outro dia foi que eu saí e comprei um chip da Itália (foi um chip estupidamente caro, mas que possuía um pacote de internet ilimitado), e pude entrar em contato eu mesma com a seguradora. Eles me fizeram diversas perguntas, mas disseram que  iriam cobrir todas as despesas do hospital, e que nós não deveríamos pagar nenhuma conta ao sair do hospital de Florença.


Procedemos como fomos orientadas, e quando Vivi foi liberada do hospital (também sem um diagnóstico, e apenas uma SUSPEITA de epilepsia), continuamos nossa viagem. Quando o tempo se passou e voltamos pra casa, aqui no Brasil, recebemos em setembro uma carta do hospital Santa Maria Nuova de Florença nos fazendo uma cobrança de 1985 euros
Fiquei surpresa pois a seguradora havia me dito em nosso ultimo contato de que tudo estava certo e a fatura do hospital seria coberta por eles. Ainda assim, entrei em contato com a seguradora por email enviando a cópia da carta em anexo e pedindo esclarecimento. Nunca obtive resposta deste email.



Esse ano, no dia 26 de abril, eis que recebo uma nova carta do hospital Santa Maria Nuova com uma cobrança de quase 2500 euros, pois havia um juros incluso nesta nova conta. Enviei dois emaisl para a seguradora pedindo esclarecimentos, além da cópia da carta e de todos os emails trocados com eles em anexo. Após dois dias sem respostas, liguei para a central, e o tratamento que tive foi puro descaso, além de transferirem minha ligação para que eu gravasse uma mensagem. Insatisfeita, liguei mais uma vez, reclamando do ocorrido e do mau tratamento da ligação anterior. a atendente me passou um novo endereço de email para que eu encaminhasse a documentação.

O email estava errado, e eu não obtive resposta mais uma vez. 

No dia 2 de maio Vivi ligou para a central mais uma vez, prestando as queixas e explicando todo o nosso problema. O que obtivemos de resposta por parte da seguradora, foi que o problema que minha irmã teve era caracterizado como doença crônica pré-existente, e que eles só pagariam parte da conta do hospital. Ainda nos disseram que: haviam recebido os emails com a faturação, mas ao entrar em contato com o hospital italiano para tentar dividir a conta e só pagar a parte que lhes cabia, o hospital informou que não procediam desta forma. Tendo esta resposta, a seguradora simplesmente decidiu não pagar a conta, nem mesmo nos informar sobre isso, e por este motivo, todo este juros correu e a conta já aumentou mais de 500 euros.



Como """""solução"""" a Travel Ace falou que deveríamos pagar toda a conta e eles nos reembolsariam depois com a parte que lhes cabia. MAS QUAL A PARTE QUE LHES CABE? Pois  o relatório com a conta detalhada do hospital a Seguradora  se recusou a nos fornecer.
Sem contar que, ao entrar no site Reclame Aqui, há inúmeras queixas de que a empresa não faz o reembolso ou leva uma vida para fazer.
A empresa pouco se importa com a nossa situação, trata mal o cliente, e não apresenta soluções ao cliente.
 

Não contratem esta empresa, e nenhuma outra que possuam altos níveis de insatisfação por parte dos clientes. Procurem muito sobre uma empresa antes de fechar contrato, e vejam todas as vantagens que a empresa te oferece.

Nenhum comentário:

Postar um comentário