sábado, 1 de agosto de 2015

E o meu intercâmbio acabou!

E o meu intercâmbio acabou, galerinha... Foram dias intensos, muitos relatos aqui no Naty pelo Mundo, muitas fotos e emoções. Agradeço a todos que acompanharam essa minha jornada pelo mundo (que não acabou, então continuem ligados no blog!), e agora, antes de ir pra uma jornada de quase 30h até chegar em casa, trago para vocês um texto um pouco longo contando um pouco tudo o que vivi!
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Em meados de 2014, quando a palavra intercâmbio ainda parecia algo bastante distante para mim, eu decidi me inscrever no programa de mobilidade da Universidade Estadual de Feira de Santana. Naquele momento, eu ainda não tinha muita certeza das minhas escolhas, nem mesmo sabia o que eu estaria para enfrentar dali em diante, no entanto, eu sabia que aquela escolha era fundamental para a minha formação acadêmica.

Durante o processo seletivo os candidatos deveriam escrever uma carta de intenção. Nesta carta nós deveríamos escrever sobre a importância do intercâmbio, o porquê da nossa escolha, e algumas metas a serem seguidas. Sempre tive afinidade com a internet, redes sociais e a área de comunicação, pois acredito que a tecnologia é um instrumento presente na atualidade e que influencia na vida do ser humano, e foi por este motivo que pus ali na carta que eu escreveria um blog como um diário de viagem para contar as minhas experiências e aprendizados.

Com a minha aprovação no edital, e contratos assinados, nasceu também o Naty Pelo Mundo, o meu blog de intercâmbio. Comecei escrevendo sobre o que eu estava vivendo, os meus sentimentos pré-intercâmbio, as burocracias, gastos, e etapas para o pedido do visto para Portugal. Divulguei o blog nas minhas redes sociais com amigos e familiares, e em pouco tempo, eu já tinha uma quantidade de acessos frequente, e alguns comentários esporádicos.

Quando menos percebi, os meses e dias haviam já passado, e estava na hora de embarcar para Portugal. As malas já estavam prontas, eu já estava com todos os documentos, e tudo estava certo para a viagem. O problema é que eu não tinha a mínima ideia do que eu encontraria após entrar naquele avião. Eu não tinha a mínima noção do quão enriquecedor seria a experiência que eu estava prestes a passar, nem sabia o quanto que eu cresceria após seis meses longe de casa e de tudo o que eu estava acostumada a passar. 
 

Após embarcar naquele avião, eu deixei para trás costumes e hábitos, lugares que frequentava regularmente, amigos, familiares, eventos importantes, atividades... Tudo teria que esperar seis meses até que eu pudesse voltar e voltar a fazer de novo. No entanto, o fato do blog existir tornou tudo menos sofrível. A cada nova postagem que eu escrevia, mais amigos liam e comentavam comigo sobre as minhas experiências. Deixei de escrever para amigos próximos e familiares, e passei a escrever para amigos dos meus amigos que queriam fazer intercâmbio, para pessoas de outro estado que iriam para Portugal, e para outros estudantes da minha universidade que queriam concorrer ao mesmo edital que eu fora aprovada meses antes. 
 

Me relacionei com pessoas diferentes, troquei experiências, e as ajudei a lidar com todas aquelas etapas e trâmites que eu já havia passado. Tudo por conta de um blog, uma ferramenta tecnológica que me permitiu ampliar o público para o qual eu escrevia pequenos textos. Esta mesma ferramenta permitiu que o meu intercâmbio não se restringisse a apenas sair do meu país para ser uma mera espectadora na aula de um professor em Portugal. Comecei a prestar mais atenção aos costumes, ao estilo de vida e as regras do país em que estava, e de todas as cidades pelas quais passei. Observar e aprender sobre a cultura de um outro lugar agora era importante para mim pois eu tinha o compromisso de relatar e registrar tudo, e foi com isso que percebi o quanto eu havia crescido. Eu já não era mais aquela garota sonhadora e cheia de dúvidas que havia deixado o Brasil em Fevereiro. 
 


A experiência pela qual passei quase seis meses após a data do meu embarque para Portugal me modificou intensamente. Além de compreender melhor o meu curso, os seus elementos e as infinitas possibilidades de trabalho e investigação nele, tive a oportunidade de crescer pessoal e culturalmente. Esses dois últimos ganhos que relatei foram definitivamente imensuráveis. Não há nada no mundo que pudesse ter me feito chegar a compreensão que tenho hoje do que o intercâmbio. Nestes seis meses, tive a oportunidade de conviver com pessoas de muitos lugares do mundo, com costumes diferentes, e novos aprendizados para me passar. Pude viajar para países que nunca pensei que poderia ir algum dia, e ainda consegui estar neles mesmo com a dificuldade da língua.
 
Hoje, volto para casa com um pouco mais de sabedoria e maturidade, novas perspectivas e muita vontade de fazer os meus sonhos se tornarem realidade!

2 comentários:

  1. Que lindo! Orgulhosa por você e pelo cumprimento da sua missão. Gostei demais de acompanhar as aventuras. Bem vinda de volta!

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    1. ô Tai, eu agradeço muito por ter acompanhado, comentado e torcido!!!
      Beijo!!

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