domingo, 7 de junho de 2015

Fim do intercâmbio: Hora de relembrar fatos...

Cinquenta e cinco dias restantes até o fim do intercâmbio, e agora chegou a hora de avaliar tudo o que passei por aqui porque, oras, são menos de dois meses até eu entrar em um avião e cruzar o oceano mais uma vez de volta para casa. Para o meu lar.

Os primeiros dias por aqui foram - por que não dizer? - difíceis, intensos, e diferentes de qualquer outra coisa que eu já tenha vivido. Cheguei como aquela menina de 19 anos saindo do país pela primeira vez e atravessando uma porta sem saber o que haveria do outro lado. As expectativas eram imensas, os desejos e sonhos também, mas eu não tinha a mínima ideia se eu iria conseguir concretizar aquilo tudo, ou se voltaria para casa correndo assustada.

No aeroporto, ainda uma garotinha, esperando pra embarcar
Tudo o que vi por aqui nos primeiros dias me deixaram impressionada, com os olhos atentos e desejando que tudo passasse ainda mais devagar para que eu nunca esquecesse tudo o que estava vivenciando. Mesmo com o inverno rigoroso, com um fuso horário que não me deixava dormir, e estar em uma cidade totalmente diferente, eu estava amando tudo o que vivenciava, e tinha a plena certeza de que não voltaria mais para casa.

Mas então, depois de dois meses vivendo dentro desta bolha brilhante e incrível, eu finalmente acordei e pude ver a realidade. A cidade já não era tão linda quanto eu achei, pois os problemas começaram a se tornar visíveis; as pessoas já não eram tão gentis; a faculdade não era tão maravilhosa quanto eu achei a princípio, principalmente os colegas.

Com frio, na primeira vez na faculdade
 Por outro lado, eu olhava  - pela internet - tudo o que acontecia lá no Brasil com meus amigos e familiares e me entristecia por não estar lá, por não compartilhar aqueles momentos felizes com eles. Cada foto que eu via que eu não estava já me fazia lamentar, os aniversários que perdi, as vitórias, os encontros de amigos... Eu não estava em nenhuma daquelas fotos, e só o que eu sabia era os relatos das pessoas depois.

Neste ponto, eu já queria ir para casa. Estava triste, não estava realizada, já detestava tudo por aqui. Comecei e escrever mensagens desesperadas para meus amigos aí no Brasil pedindo socorro, dizendo que odiava tudo aqui, que queria voltar e que não aguentava mais ficar aqui. 
O meu sonho de conhecer Paris, a possibilidade de ir a Roma, o desejo de fazer um mochilão... Eu estava disposta e trocar isso tudo por uma passagem de volta para o Brasil.



Então, só quando os professores começaram a anunciar que estávamos na última semana de aulas, tive um estalo dentro de mim: O tão sonhado intercâmbio estava acabando. 
Comecei a gritar internamente para mim mesma que eu queria mais; comecei a desejar poder voltar no tempo para poder viver tudo de novo; passei a aproveitar melhor tudo o que havia por aqui; e comecei a ver o quão bela foi essa experiência nessa cidade.

Hoje, olho para trás e me orgulho de tudo o que vivi: Tudo isso fez com que eu me tornasse quem sou hoje, fortaleceram o meu caráter, me fizeram amadurecer, quebrar tabus, mudar de opinião, e ser eu mesma. 
Olho todas as experiências que tive aqui, as pessoas que conheci, os lugares que visitei, as comidas que comi (mesmo as gororobas que cozinhei nos primeiros dias) e sinto um carinho imenso por tudo, e uma saudade inexplicável de toda essa experiência.



Saio desse intercâmbio uma mulher de 20 anos, com 3kg a mais (OH GOD!), e mais do que duas bagagens de 32kg. Saio com a bagagem das experiências que vivi, que foram sem igual para mim. Experiências que eu nunca viveria se não tivesse cruzado o atlântico, e passado por todas as dificuldades, coisas ruins e problemas da vida.
Então, só o que faço nesse momento é agradecer imensamente a tudo e todos que contribuíram para que essa viagem de concretizasse: A Deus, como causa primeira de todas as coisas; aos meus pais pelo apoio moral, financeiro e incondicional; aos meus colegas por aguentarem meus surtos de loucura pelo Whatsapp (kkkkk); às minhas amigas por me dizerem as mais sábias palavras quando eu dizia que queria ir embora (principalmente Ivla); aos amigos que fiz aqui (Priscila, Elia, Gabriel, Fatinha), por tudo o que fizeram por mim, e por me ajudar a esquecer o quão ruim eram as coisas que eu estava vivendo; e por fim, à AERI-UEFS pela oportunidade de bolsa que só aqui eu aprendi a dar o real valor ao programa institucional de bolsas de intercâmbio. Obrigada por tudo! Essa viagem me transformou!

2 comentários:

  1. É amiga, falta pouco, ainda lembro do nosso encontro de despedida, da vezes que fiquei na torcida para te ver realizada, me emocionei com suas palavras, nem acredito que falta pouco para nosso super mega reencontro (pouco mesmo, depois do São João acabou o ano).
    Saiba que sempre estarei aqui, para tudo, seja os surtos no whatsapp, seja para falar besteira (principalmente desses portugueses frouxos) e em breve estarei fazendo um mega e delicioso bolo para por as fofocas em dias!!!
    Beijos
    Saudades!!!!
    <3

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  2. É amiga, falta pouco, ainda lembro do nosso encontro de despedida, da vezes que fiquei na torcida para te ver realizada, me emocionei com suas palavras, nem acredito que falta pouco para nosso super mega reencontro (pouco mesmo, depois do São João acabou o ano).
    Saiba que sempre estarei aqui, para tudo, seja os surtos no whatsapp, seja para falar besteira (principalmente desses portugueses frouxos) e em breve estarei fazendo um mega e delicioso bolo para por as fofocas em dias!!!
    Beijos
    Saudades!!!!
    <3

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