quinta-feira, 12 de março de 2015

Vivi também pelo mundo

Diga aê meu povo!! 
Não, aqui não é Naty. Sim, sou eu, Vivi!!!
 
Estreando aqui no blog de Naty, hoje trago para vocês a minha primeira postagem, inédita e exclusiva.
Me apelidaram de “Vivi Reclama pelo mundo”, mas ao contrário do que muitos podem estar pensando, não vou reclamar de nada! Fiquei tentada a utilizar a alcunha que me caiu tão bem, e o espaço que me foi cedido, para “picar o pau” (como gosto de dizer lá na Bahia) nas mazelas dos cinco continentes do mundo, mas no fim das contas não achei nada que merecesse tanto gasto de ATP, exceto o frio, mas nesse caso seria uma sessão climatológica, e fugiria ao tema no fim das contas. Então resolvi seguir o meu coração, e falar daquilo que der na telha, afinal, estando inserida no meio científico, são poucas as vezes que somos convidadas a escrever com tanta liberdade, sobre o que gostamos, e livres das formatações da ABNT. 
Só pra não perder o hábito de reclamar um pouquinho...


Vou então contar pra vocês um pouquinho sobre o tem sido essa experiência até aqui.

Em 2010 uma das minhas melhores amigas, Tamires (beijo Tamirão!!) fez intercâmbio aqui para Portugal. Ela morou em Évora durante 6 meses, e posso dizer que foi o meu primeiro contato com uma possibilidade de sair do país por estar tão próxima a ela e acompanhar todo seu processo de mobilidade.

Na época várias pessoas me instigaram a ir também, e eu me lembro de responder sempre que jamais sairia do Brasil, que amava meu país, que lá tinha tudo que eu precisava, e de fato, eu não me imaginava viajando para o exterior, exceto em situações de turismo, mas jamais para morar com objetivos de estudos. Não precisa nem falar que na verdade eu tinha era um medão gigante de enfrentar todos os desafios que um intercâmbio representa. 
Casarões na Av. Emídio Navarro em Coimbra, Portugal

Muitos colegas meus passam pelo mesmo dilema, e no Brasil é enorme ainda a quantidade de jovens que sofrem desse medo, especialmente no meu amado Nordeste, pior na minha amada Bahia, e ainda pior no nosso interiorzão! Para mim, nascida e criada nesse contexto, em Feira de Santana, filha mulher superprotegida, com esse complexo de inferioridade típico de quem nasce na região pobre do Brasil entranhado no psiquismo, esse medão achou terreno fértil e suplantou a vontade de crescer, de querer conhecer o mundo, de viver novas experiências, de me permitir...até 2012 quando eu criei coragem, e concorri pela primeira vez num edital de mobilidade acadêmica para ir para Universidade de Bueños Aires, na Argentina.

Meu desejo de ir estudar dançaterapia foi um dos maiores motivadores dessa mudança, mas não foi fácil. Tive que me trabalhar durante 2 anos para começar a aceitar a ideia de sair da minha zona de conforto, e começar a me mover para isso. 
Eu nas ruínas do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha em Coimbra, Portugal <3
Eu não passei no primeiro edital (vocês podem imaginar a minha frustração na época), mas não acredito em acasos, e sei que foi melhor desta forma. Tive mais 2 anos para me preparar financeira, emocional e psicologicamente, e mais 2 anos pra multiplicar o meu desejo e a minha vontade de romper a casca do ovo.

Não consegui ir para Bueños Aires, e nem tampouco estou estudando dançaterapia, mas “God works in mysterious ways” (em inglês a frase conserva melhor o sentido que eu quero transmitir), ou o equivalente em português “Deus escreve certo por linhas tortas”, e a prova disso é que já tenho uma lista de motivos que comprovam como foi melhor ter vindo para Portugal, e não para a Argentina como no plano original, mas isso é assunto para uma outra postagem...
A bandeira da UE e várias de Coimbra na Ponte de Santa Clara
Por ora, deixo um convite a todos os meus colegas, e jovens brasileiros que acham que não precisam sair do país para nada, que não se enxergam morando em outro país ou ficando meia dúzia de meses longe dos seus familiares ou namorados, a se permitirem. Pensem bem se não é só o medão falando por vocês, e se for, se vale a pena estagnar ao invés de encarar. Se desafiem a testar o novo, a se descobrir, a desvelar suas potências, a crescer.

Nosso país tem oferecido várias oportunidades aos estudantes para realizar intercâmbio acadêmico no exterior, são vários programas de incentivo em todo o Brasil, e é uma oportunidade única para aprender idiomas, ter contato com outras culturas, ampliar nossa visão de mundo, e também retornar para o nosso país trazendo esse novo frescor, as novas ideias! 
Alguns dos programas de intercâmbio, que recomendo para quem se interessar:  Santander, CSF,e o PLI

Bom amores, era isso, acho que tá bom por enquanto. Aos poucos vou publicando mais coisitas sobre Portugal, Coimbra, intercâmbio, e os eteceteras que compõem esse espetáculo que tem 6 meses de duração.

Coimbra, o rio Mondengo e eu, colhendo os frutos da escolha que fiz.

2 comentários:

  1. Massa Vivi, continuem aproveitando bastante ai, Deus abençoe vcs. Xerooo

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  2. Ohhhh amiga, pense num orgulho de ver e compartilhar com você todo o seu crescimento. Deus te abençoe e essa abelha aqui mandando energias positivas sempre pra vcs ai. Xero

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